Onde e quando tudo começou? Colégio Monsenhor Luiz Barbosa, 1996, 4ªsérie do ensino fundamental.Eu, uma criança imatura, indefesa, que mal sabia falar um "palavrão" e que estava tremendamente triste por ter mudado de escola contra a vontade. Elas, aparentemente seguras de si, confiantes e estavam lá desde quando nasceram, praticamente.
Por que estou escrevendo isso?
Existem várias possibilidades, talvez por causa do filme que assisti, o qual o nome serviu como título para esse texto. Ou talvez porque a formatura das Gêmeas (duas das quais formam o quarteto) está chegando e eu não sei se realmente conseguirei ir, afinal Brasília não é tão pertinho de Maceió.
Mas pra falar a verdade, é mais pra desabafar a enorme saudade que sinto, no peito, dessa turma que me ajudou a crescer, amadurecer e que ensinou a me defender, mesmo que eu não pusesse em prática, mas sempre estávamos ali, dia após dia, uma apoiando a outra.
Éramos quatro garotas, Clécia, Emanuela, Emanuele e eu -Thais -, cada uma com sua personalidade e forma de se expressar. Clécia era a mãezona do quarteto, era quem me defendia das ofensas dos meninos do colégio - do grupo eu era o alvo mais fácil -, a Emanuela era um pouco parecida comigo, bem romântica, mas ao contrário de mim, sabia se impor e transpassar auto-confiança. A Emanuele era a gêmea má (risos), era a que falava sem medo de errar ( o que realmente era difícil de acontecer), enquanto a Manuela era emoção, a Manuele era razão.
Nos mantivemos juntas por cinco anos (da 4º à 8º), depois o grupo foi separado (as gêmeas foram para outra escola, no 1º ano eu e Clécia continuamos juntas, mas no ano seguinte nos separamos também), mas sempre tentando manter contato por telefone - nessa época eu mal sabia mexer no msn.
Mas num certo ano, quando eu tentava ligar para as gêmeas, descubro que elas haviam ido passar as férias em Brasília, quando arriscaram o vestibular de lá e passaram... Voltar? Só na férias agora...talvez. Depois disso o jeito foi voltar às antigas, como na época eu não tinha muito acesso a computador, a solução foi escrever cartas.
E assim fizemos, natal, Ano Novo, Páscoa e por aí vai.
Graças a Deus, hoje tenho a tecnologia ao meu favor e hoje o que menos faço é escrever cartas, geralmente é uma mensagem pelo orkut, um e-mail ou "ao vivo" pelo msn, as vezes até com direito a ouvir a voz de uma de nós.
Agora começo a entender o porque desse texto. Sabe aquela sensação de nostalgia? Pois é, saudade misturada com nostalgia, no que dá? Acho que mais saudades.
Mas o que quero falar é da importância que cada uma teve/tem, especialmente na minha vida, em cada uma que formava o quarteto. No filme "Quatro amigas e uma calça viajante", era uma certa calça jeans que servia como mágica, de alguma forma ela mudava algo na vida de cada uma das personagens. Nós fomos essa calça jeans nas vidas de uma das outras, eu não sei o que seria de mim sem cada uma delas na minha vida. E mesmo estando longe, distantes dos olhos, permanecem sempre dentro do meu coração e das minhas lembranças e sem dúvida alguma, ainda têm influência em minha vida.
No matter what happens girls, I will always love you, even hurt, I will never stop loving you.



3 comentários:
história interessante.
Thiago.
What about now, funk soul brother....
Uma vez me disse que esta musia lembrava estes seus velhos tempos...
São pessoas assim que passam na nossa vida para nos ensinar algo, amigos servem para isso tambem, alem de assitir filmes e rir das nossas piadas sem graça...
Abraço Thais...
gostei gosteii..
bjam
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